Sindicatos exigem "suspensão imediata" da entrada em vigor dos novos horários

Os sindicatos da PSP exigem a "suspensão imediata" da entrada em vigor dos novos horários de trabalho, prevista para quarta-feira, sendo a maior contestação no Comando Metropolitano de Lisboa devido à rotatividade das escalas de serviço.

Segundo a Associação Sindical dos Profissionais de Polícia (ASPP-PSP), as alterações aos horários de trabalho na PSP estão previstas para entrar em vigor na quarta-feira nos vários comandos, mas o “grande problema” está no Comando Metropolitano de Lisboa (COMETLIS).

O presidente da ASPP-PSP, Paulo Rodrigues, explicou à agência Lusa que o anterior director nacional da PSP, superintendente chefe Guedes da Silva, elaborou um despacho com os novos horários, dando a possibilidade aos comandos de escolherem entre as várias matrizes.

Paulo Rodrigues adiantou que a matriz decidida pelo COMETLIS está a gerar contestação entre o efectivo, uma vez que impede os agentes de terem folgas seguidas e de estarem livres um fim-de-semana completo.

A reivindicação está relacionada com a rotatividade das escalas, disse, acrescentando que a maior parte do efectivo do COMETLIS reside fora de Lisboa e aproveita as folgas para estar com a família.

A ASPP, juntamente com o Sindicato dos Profissionais de Polícia (SPP) e o Sindicato Unificado da Polícia (SUP), tem mantido reuniões com o comandante de Lisboa, mas ainda não chegaram a um acordo.

Paulo Rodrigues acredita que ainda é possível chegar a um consenso e que o comandante de Lisboa pode ainda adiar a entrada em vigor dos novos horários. Caso contrário, a ASPP admite medidas de luta e pondera levar o assunto ao novo director nacional da PSP, Valente Gomes, que ainda não tomou posse.

Por seu lado, o presidente do SPP, António Ramos, disse à Lusa que o sindicato pondera apresentar uma acção em tribunal para que a decisão dos horários seja impugnada judicialmente e realizar uma vigília junto às instalações da Direcção Nacional da PSP.

A ASPP, SPP e SUP vão realizar na terça-feira uma reunião conjunta para analisarem qual a proposta que apresentarão ao comandante de Lisboa e as medidas de luta a adoptar no futuro, caso as alterações aos horários de trabalho não sejam suspensas.

In: Publico.